A Igreja celebra no dia 4 de agosto a memória litúrgica de São João Maria Vianney (1786-1859), que ficou conhecido como Santo Cura d’Ars, o nome da paróquia que lhe foi confiada, e a que se dedicou de corpo inteiro e a tempo inteiro, com inteira dedicação e paixão. Por isso, é proposto como figura de pároco e pastor prudente e diligente, sempre próximo e atento a Deus, sempre próximo e atento ao povo simples da sua paróquia d’Ars, para a todos fazer chegar o grande amor de Deus, que cura todas as feridas do nosso humano e enrugado coração. Não parecendo, à primeira vista, ser dotado de uma inteligência brilhante, era, porém, um pastor próximo e humilde, dotado de uma penetrante intuição, e de grande paciência, bondade e sensatez. Soube sempre encontrar os caminhos certos para acender com grande intensidade, na primeira metade do século XIX, a luz do Evangelho na sua paróquia d’Ars, irradiando daí um pouco por toda a Europa. Quando, em 1818, assumiu a pequena paróquia d’Ars, situada um pouco a norte de Lyon, na França, foi porque nenhum outro sacerdote aceitou tal paróquia, que tinha apenas 230 habitantes, que não entravam na igreja, e eram conhecidos por serem rudes e violentos. Promovendo a devoção eucarística, e dedicando-se à oração, à pregação e ao ministério da reconciliação, o Santo Cura d’Ars foi convertendo aqueles corações rudes e, poucos anos depois, tinha a igreja cheia de fiéis. Foi canonizado pelo Papa Pio XI em 1925, e declarado pelo mesmo Papa Padroeiro Universal dos Párocos poucos anos mais tarde, em 1929. Para celebrar os 150 da sua morte e avivar a beleza do ministério sacerdotal, o Papa Bento XVI promulgou o ano pastoral 2009-2010 como Ano Sacerdotal.
São João Maria Vianney, ou Santo Cura de Ars, rogai por nós.
António Couto
