A TUA CRUZ, SENHOR

Irei também, Senhor,

em procissão de amor,

beijar a tua Cruz.

E quando eu olhar para ti,

para o teu rosto ferido e desfigurado,

para as tuas muitas chagas a sangrar,

dá-me a graça de aí ver bem o meu pecado.

E quando Tu, Senhor, olhares para mim,

com esse meigo olhar de serena compaixão,

dá-me a graça de aí ver o teu perdão nunca poupado,

e de sair com o coração transfigurado.

António Couto

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