No seguimento lógico da Assunção de Maria, a Igreja celebra oito dias depois, em 22 de agosto, a Memória da Virgem Santa Maria, Rainha.
Mãe Elevada aos Céus, mas Mãe que vela carinhosamente pelos seus filhos.
O Rei e a Rainha não são, na Escritura Santa, títulos de nobreza, mas traduzem a dupla função de quem deve estar particularmente próximo de Deus e particularmente próximo dos homens. Para acolher de perto toda a Palavra que vem do coração de Deus, e para trazer à humanidade a prosperidade, o bem-estar, a felicidade e a paz. Mas também para elevar até Deus tantos anseios, sobretudo de Paz, que hoje inundam o coração dorido da humanidade. É esta a função do Rei e da Rainha.
Entende-se bem, neste sentido, o título de Rainha dado a Maria. Ninguém como ela sente o pulsar do coração de Deus. Ninguém como ela leva os seus filhos pela mão até ao coração de Deus.
Virgem Santa Maria, Rainha da Paz, vela por nós, nestes tempos turvos em que as armas voltam a falar mais alto do que os intentos de Paz.
António Couto
