PATRIARCA SÃO BENTO

O dia onze de julho é dedicado ao patriarca São Bento,

Padroeiro da Europa,

que ele mesmo ajudou a sair das cinzas do império romano,

e a renascer com a alma lavada entre o chão e o céu.

São Bento nasceu em Núrsia em 480 e estudou em Roma,

então atolada em degradação.

Olhou mais alto,

e foi ao sabor do vento até às montanhas escarpadas de Subiaco,

sabendo que Deus não abandona os seus filhos.

Aí se recolheu numa gruta talhada nos rochedos,

espraiou o olhar pelas deliciosas paisagens circundantes,

partilhou o pão com os pássaros do céu,

sentiu bem por perto a mão de Deus.

Foi Deus, na verdade, que modelou,

com as suas mãos carinhosas,

aquelas pedras serenas e austeras,

aquelas colinas,

aquelas primaveras,

aqueles campos verdes,

aqueles lagos azuis,

aqueles passarinhos,

aqueles lírios,

aqueles irmãos que lhe foi dando.

Da gruta de Subiaco mudou-se depois para Montecassino,

ergueu um mosteiro,

escreveu uma Regra de vida ao ritmo do céu e do chão,

do pão e da oração,

com muito Evangelho sempre à mão.

Juntou muitos irmãos.

Antes de morrer, em 547,

já tinha desenhado o rosto da Europa que aí vinha.

Em 24 de outubro de 1964,

São Paulo VI proclamou São Bento Padroeiro da Europa.

São Bento, Padroeiro da Europa, roga por nós.

Tanto é o nevoeiro em que hoje vivemos atolados.

António Couto

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