UM DEUS QUE SAI DE SI

«O Senhor disse: “Eu bem VI a opressão do meu povo que está no Egito,

e OUVI o seu grito diante dos seus opressores;

CONHEÇO, na verdade, os seus sofrimentos.

DESCI a fim de o libertar da mão dos egípcios

e de o fazer subir desta terra para uma terra boa e espaçosa,

para uma terra que mana leite e mel”».

Neste quadro sublime, Deus, o Deus bíblico,

Revela a Moisés e a nós a sua identidade.

É um Deus bem atento, próximo e interventor.

É um Deus que, por amor, SAI de SI,

e não fica encerrado dentro das paredes douradas da sua eternidade.

Um Deus que SAI de SI é um Deus SANTO.

Atravessamos nestes dias uma mancha de tempo,

que costumamos dedicar a todos os SANTOS,

conhecidos e anónimos,

e aos Fiéis Defuntos.

Tempo de lembrar os SANTOS e a Santidade,

que é a «medida alta da vida cristã ordinária»,

como escreveu bem S. João Paulo II.

E o SANTO é aquele que SAI de SI,

é aquele que ouve com os ouvidos de Deus,

vê com os olhos de Deus,

fala com a língua de Deus,

acaricia com as mãos de Deus,

ama com o coração de Deus.

Senhor, ensina-nos a SAIR de NÓS,

dos nossos interesses egoístas e egocêntricos,

e a sairmos ao encontro dos nossos irmãos pequeninos e necessitados.

Senhor, ensina-nos a ser SANTOS.

António Couto

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